Em poucos meses, a pandemia do Covid-19 está acelerando mudanças na saúde, comportamento e na nova economia.

A saúde da economia está intimamente ligada com a saúde das pessoas. E por alguns meses teremos que nos adaptar para continuarmos a viver, estudar e trabalhar.

O que veremos no futuro próximo?

A resposta para essa pergunta é o aumento claro nas compras online e nos serviços de entrega à domicílio.

Já quem trabalha com turismo também terá que se adaptar para não perder mais receitas.

De acordo com uma reportagem publicada no site do El País, hotéis e restaurantes na Espanha estão adaptando seus estabelecimentos para manter a segurança dos seus clientes quando a quarentena acabar.

E eles estão usando toda a criatividade e se reinventando para não perder a alta temporada do verão espanhol.

Na terra abençoada por Deus e bonita por natureza, como é que fica?

Como todo bom brasileiro, nós sempre mantemos o otimismo em um nível contagiante.

Essa imagem de povo amigo e hospitaleiro é vista no mundo inteiro. Somos a nação do samba e do sorriso no rosto. E quando se fala no futuro muitos adoram dizer:

O Futuro a Deus pertence!

Com certeza pertence ao Todo Poderoso e também quem sabe que deve pensar, trabalhar e poupar bem no presente.

Uma das crenças mais comuns enraizadas na nossa cultura é de que não temos tempo para pensar no que vai acontecer lá na frente.

São poucas as pessoas que montam seus negócios pensando primeiro naquilo que não quer que aconteça com eles.

Os negócios mais sólidos são aqueles desconstruídos o tempo todo.

É sabido que dá muito mais trabalho reconstruir um negócio do que começar do zero.

De novo, são poucas as empresas que estão sempre pensando em como desconstruir o seu negócio para detectar suas fraquezas e corrigi-las.

Por que isso é importante?

Porque esse exercício de imaginar o que pode acabar com o seu negócio faz com que você se prepare melhor.

É o caso dos hotéis e restaurantes citados na reportagem do site do El País, que estão encontrando formas de manter suas portas abertas depois que a quarentena acabar.

Nova Economia. Toma que o filho é seu!

Por mais que os futuristas anunciavam as novas tendências de mercado e a Economia 4.0, ninguém imaginava que ela já estava na nossa porta.

Literalmente, somos pais de primeira viagem com um filho que nasceu de sete meses.

Agora a nova economia veio ao mundo cheia de vida e a gente precisa aprender a cuidar dela, alimentá-la e educá-la.

Qual será a cara dela daqui para frente?

Essa é uma questão difícil de responder agora porque a nova economia está com poucos meses de vida.

Como ainda está engatinhando, ela gosta de mexer com o comportamento das pessoas.

Já estamos vendo como ela bagunçou alguns padrões de consumo e como vamos ter que aprender a lidar com isso.

Afinal, ninguém nasceu com o diploma de pai e mãe.

A nova economia vai precisar de todo amor e carinho para dar os seus primeiros passos.

Vamos ter que ter paciência e segurar nas suas mãos para que ela possa caminhar melhor.

A gente vai ter que se acostumar com alguns tropeços, tombos, choros e sustos.

Isso é normal com quem tem filho pequeno e que está descobrindo o mundo agora.

O mundo real e o virtual se misturam cada vez mais.

Com a nova economia, a gente não vai ter mais como limitar o uso da internet e do celular.

Ela é curiosa e quer ter todo tipo de tecnologia e canais de comunicação bem na palma da mão.

Isso vai fazer com que as empresas busquem formas de se conectar mais com seus clientes pela internet.

E não importa se é B2C ou B2B, muitos negócios serão feitos em poucos cliques, com reuniões no Zoom, Skype ou WhatsApp.

Nós vamos aprender a deixar a timidez de lado e fazer videochamada para vender um produto ou serviço.

E também para tirar uma dúvida ou saber mais sobre um produto ou serviço, fazer uma consulta com médico ou terapia com psicólogo.

A nova economia é mais comunicativa.

Com o distanciamento entre as pessoas, a nova economia exigirá que a gente se comunique mais.

Uma comunicação clara, didática e envolvente será fundamental para conquistar quem está do outro lado da tela.

E esse é o momento para as empresas reavaliar suas estratégias de marketing e comunicação.

Mais do que nunca temos que pensar tudo de forma integrada, criando uma sinergia entre marcas e consumidores.

Uma coisa muito importante é que a publicidade tem que voltar a fazer o consumidor a sorrir, a rir de novo.

Comunicação que só ressalta o momento que a sociedade vive torna tudo muito chato.

A boa e velha propaganda, que encanta, que mexe com o imaginário é essencial nesse momento difícil que estamos vivendo.

Quem faz não espera acontecer.

Quem nasceu de sete meses é apressado e não sabe esperar!

Chegamos em um ponto que se esperar demais, a oportunidade vai embora ou somos levado por uma onda de acontecimentos.

Então agora é importante que as empresas não pensem apenas em gerenciamento de crises, mas também ter um centro de inteligência.

Dessa forma, é possível pensar lá na frente e fazer o caminho inverso até o presente.

Saber passo a passo o que tem que ser feito para atingir os objetivos e chegar onde se deseja é o segredo para o sucesso.

Lembre-se que a nova economia vai se comportar de acordo com a educação que damos à ela.

Se a gente der bons exemplos ela vai se comportar bem, mas se der maus exemplos é a nova economia que vai botar a gente de castigo.

Então o remédio é a gente entender que uma boa conversa é sempre melhor que um puxão de orelha.

Ensinar como tudo tem que ser feito é muito melhor do que ficar dando broncas e corrigindo erros.

E também manter a cabeça aberta e aprender com os mais novos. Isso ajuda a gente a enfrentar os desafios.

Enfim, a cegonha nos presenteou com um bebê e temos a responsabilidade de cuidar bem dele.